segunda-feira, 11 de junho de 2007

Reciprocidade é balela!

A palavra é bonita, até. Mas não existe. Não quando o tema é amor. E calma, este não é um post dedicado especialmente ao Dia dos Namorados de amanhã, não. Tô falando de amor numa concepção mais geral... assim, quase religiosa. Isso que a gente sente por quase qualquer um. Mãe, pai, amigos, artistas (pra alguns... quem sou eu pra julgar?).

Enfim, constatei com meus longos 20 anos de experiência que reciprocidade no amor é a maior balela que as novelas da Globo já inventaram. Desculpe te desiludir: sua mãe não te ama tanto quanto você a ama, nem do mesmo jeito que você a ama, seu cachorro pode até gostar de você, mas não é do mesmo jeito que vc gosta dele, sua amiga ama mais uma outra amiga do que você e - prepare-se, essa é forte - seus pais não amam você e todos os seus irmãos exatamente da mesma forma!

É isso aí. E o pior de tudo é que, além de mudar de pessoa pra pessoa, esse sentimento boboca muda com o tempo.

Tem ainda aquele amor desesperado de necessidade de estar junto, que você sente por alguém, e que este alguém também sente, mas por outra pessoa que não é você. Sua mãe quer estar junto com você, precisamente quando você quer estar junto com sua namorada, no momento exato em que ela precisa fazer trabalhos da faculdade.

Nem a Fátima Bernardes e o William Bonner se amam reciprocamente. (Ok, eu sei que isso é apelar, mas é fato).

No entanto, é bom assim mesmo. Talvez seja bom por isso mesmo. Acho.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

A cama elástica e outras descobertas

Ontem fez sol. E minha vó fez 93 anos.

Ontem eu me descobri um pouco, enquanto pulava na cama elástica. A gente devia pular em camas elásticas todos os dias. Eu devia. Com crianças, especialmente.

Não sei bem se foi durante a cama elástica. Nem sei bem se eu me descobri, de fato. Talvez tenha sido só uma recaída forte do meu lado utópico que eu sufoco, no mínimo, das 8h às 20h. Mesmo assim, foi bom pra caralho.

Sorrisos sinceros dão paz. Gosto de paz. E de passarinhos. E de verde.

Será que está passando minha fase niilista?

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Anotações - parte II

Ontem descobri mais um monte de coisas na Oficina do Sesc. Vou tentar resumir:

A gente acha que é gente, mas pra uma anta a gente pode ser árvore e pra uma árvore a anta pode ser gente e a gente pode ser anta e, ainda, na visão dos peixes a gente pode ser enormes montros celestes.

Sacou?

Tem mais:

Misturinha de culturas: se cada pessoas tem sete "eus" que compõem seu "eu" e cada "eu" tem sete chácras (como escreve isso, Jesus?), então cada pessoa é, pelo ponto de vista da energia vital, 49 pessoas. De modo que não existe monogamia.

Quer saber mais: procure um antropólogo ou a Cibele Forjaz.

Quem tem medo do motorista do ônibus?

"Eu não sabia onde era o ponto, então parei onde tinha uma lombadinha"

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Anotações

Terça passada descobri que sou uma puta que vende sua subjetividade ao sistema. Bonito, né? E você também é, provavelmente. Complexo isso. Doido. Adorei.
- Se quiser saber mais, pegunta pra Suely Rolnik. Desculpa, não tenho o contato. E, se tivesse, não ia adiantar, porque ela tá em Paris.


Sábado descobri que, pra quem pede entrada, couvert, sobremesa e café, fica mais fácil fazer amizade com o garçom.
- Se quiser saber mais, faça o teste: vá a uma cantina e peça só o prato. Só o prato mesmo. Resista até à tentação da Coca Cola. Depois, tente conseguir um sorriso.


Ontem descobri que posso gostar de histórias de amor encenadas por atores da Globo. Me deu medo... mas foi assim, na peça O Perfeito Cozinheiro das Almas deste Mundo. Nomão, né?!
- Se quiser saber mais, www.sesc.com.br. Mas não é só pra fuçar, vai lá.


Hoje descobri que se você matar alguém depois pedir desculpas, tudo bem!, pois Arrependimento Posterior é fator para Exclusão de Ilicitude.
- Se quiser saber mais, liga na OAB no MT: (65) 3613-0900.

Sorria... parte II

O restaurante natural Flor de Liz tem cara de sítio. Tudo questionavelmente feito de árvora morta, aliás. Gostosinho e carinho.
Mas isso aqui não é análise gastronômica!
O que quero contar é que, depois de almoçar lá por meses (é perto do trabalho), descobri esses dias uma coisa lindinha. Acima e ao lado do caixa, uma câmera e um cartaz, com o texto: "Sorria, você não está sendo filmado".

Ufa!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Virando na Virada

Enquanto os caras subiam na banca e assustavam o Caco Barcelos, na Sé, eu tava cochilando com gente muito querida e divertida na República. Não vi bala, nem fumaça... vi um monte de gente no Centro e uma sensação de segurança andando pelo centro de São Paulo de madrugada que eu nunca tinha sentido. Espetacular. Eu que sou medrosa de nascença.
Enfim. Adorei a Virada. Pela outra, só passei. Essa virada, eu virei.
É egoísta, mas pancadaria só vi na TV. Eu estava em paz. Na grama nova da Praça da República reformada.